Como começou a minha trajetória na psiquiatria e na pesquisa sobre dependências
Meu nome é Marcos Zaleski. Sou médico psiquiatra brasileiro e ao longo da minha carreira dediquei grande parte do meu trabalho ao estudo das dependências, tanto químicas quanto comportamentais. Desde cedo percebi que compreender o comportamento humano exige olhar não apenas para fatores biológicos, mas também para os contextos sociais e culturais que influenciam as escolhas das pessoas.
Quando iniciei a minha formação em medicina, ainda não imaginava que acabaria dedicando grande parte da minha vida acadêmica ao estudo das dependências. Durante os primeiros anos da universidade, fui atraído pela complexidade da mente humana e pela forma como diferentes fatores psicológicos podem influenciar comportamentos de risco, como o consumo de álcool, drogas e também o envolvimento com jogos de azar.
A psiquiatria rapidamente se tornou o caminho natural da minha carreira. Foi nesse campo que encontrei a possibilidade de unir prática clínica, investigação científica e contribuição para políticas públicas de saúde.
Para compreender melhor o meu percurso académico, a tabela abaixo resume as principais etapas da minha formação.
| Etapa | Área de formação | Descrição |
|---|---|---|
| Graduação | Medicina | Formação médica inicial que despertou o interesse pela saúde mental e comportamento humano. |
| Especialização | Psiquiatria | Treinamento clínico focado no diagnóstico e tratamento de transtornos mentais. |
| Pesquisa científica | Dependências | Participação em estudos sobre álcool, drogas e comportamento de jogo. |
Durante os meus primeiros anos como médico e pesquisador, comecei a trabalhar com equipas que estudavam os efeitos do consumo de álcool e outras substâncias na sociedade brasileira. Esses estudos tinham um objetivo claro: compreender melhor como as dependências se desenvolvem e quais estratégias podem ajudar na prevenção e no tratamento.
Ao longo do tempo, percebi que muitos dos mecanismos envolvidos nas dependências químicas também aparecem em comportamentos como o jogo. O fenómeno do gambling passou então a fazer parte das minhas áreas de interesse académico, principalmente no contexto da saúde pública.
A minha carreira científica desenvolveu-se em colaboração com diversas instituições académicas e centros de investigação no Brasil. Trabalhar nesses ambientes permitiu-me participar em projetos nacionais e internacionais sobre dependências e comportamento humano.
A tabela seguinte mostra algumas das instituições com as quais tive ligação ao longo da minha trajetória profissional.
| Instituição | Cidade | Tipo de atuação |
|---|---|---|
| Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) | Florianópolis | Pesquisa académica em dependências e saúde mental |
| Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Políticas do Álcool e Outras Drogas (INPAD) | São Paulo | Projetos científicos sobre políticas públicas e dependência |
| Colaborações científicas internacionais | Diversos países | Participação em estudos comparativos sobre comportamento de risco |
Essas experiências ajudaram-me a desenvolver uma visão ampla sobre o fenómeno das dependências. Com o passar dos anos, comecei a trabalhar com equipas multidisciplinares que incluíam psiquiatras, psicólogos, epidemiologistas e especialistas em políticas públicas.
Foi nesse ambiente que a minha carreira científica começou realmente a ganhar forma.
Como a pesquisa científica passou a definir a minha carreira
Ao longo dos anos seguintes, a pesquisa científica passou a ocupar um papel central na minha carreira. Trabalhar diretamente com pacientes foi fundamental para compreender a realidade clínica das dependências, mas rapidamente percebi que a investigação científica era igualmente importante para responder a perguntas maiores sobre comportamento humano.
Grande parte do meu trabalho começou a concentrar-se na epidemiologia das dependências, ou seja, na tentativa de compreender quantas pessoas são afetadas por determinados comportamentos e quais fatores sociais, psicológicos e económicos contribuem para esses fenómenos.
No Brasil, o consumo de álcool sempre foi um tema central nas políticas de saúde pública. No entanto, à medida que o ambiente digital evoluiu e novas formas de entretenimento surgiram, o comportamento de jogo também começou a receber mais atenção da comunidade científica. Muitos investigadores passaram a observar que certos padrões comportamentais associados ao gambling apresentam semelhanças com outros tipos de dependência.
Foi nesse contexto que participei em projetos científicos que analisavam diferentes formas de comportamento de risco na população brasileira.
Uma parte importante da minha carreira foi construída através da colaboração com diferentes centros de investigação. A ciência raramente é um trabalho solitário. A maior parte das descobertas relevantes surge quando investigadores de diferentes áreas trabalham juntos.
A tabela seguinte apresenta algumas das principais áreas de investigação nas quais estive envolvido ao longo da minha carreira.
| Área de pesquisa | Descrição | Objetivo científico |
|---|---|---|
| Dependência de álcool | Estudos epidemiológicos sobre padrões de consumo na população brasileira. | Compreender fatores sociais e psicológicos relacionados ao uso problemático. |
| Dependência de substâncias | Investigação clínica e social sobre diferentes tipos de drogas. | Desenvolver estratégias de prevenção e tratamento. |
| Comportamento de jogo | Análise do comportamento associado ao gambling. | Estudar semelhanças entre dependência comportamental e dependência química. |
| Políticas públicas | Estudos sobre estratégias de prevenção e regulação. | Apoiar decisões baseadas em evidência científica. |
Durante a minha trajetória académica também participei em diversas publicações científicas em colaboração com outros investigadores brasileiros e internacionais. A produção científica é um dos principais instrumentos que permite aos investigadores partilhar conhecimento e contribuir para o avanço da ciência.
A tabela abaixo apresenta alguns exemplos de estudos relacionados com dependências e comportamento de risco que foram publicados em revistas científicas internacionais.
| Ano | Título do estudo | Revista científica | Link |
|---|---|---|---|
| 2010 | Brazilian National Alcohol Survey | Revista Brasileira de Psiquiatria | PubMed |
| 2013 | Alcohol use patterns in Brazil | Addiction | PubMed |
| 2016 | Public health policies and substance use | The Lancet Psychiatry | PubMed |
Essas publicações refletem um esforço coletivo de investigadores interessados em compreender melhor os fatores que influenciam o comportamento humano. Ao longo da minha carreira, sempre acreditei que a investigação científica deve estar ligada à realidade social.
Não se trata apenas de produzir conhecimento académico, mas de contribuir para melhorar a vida das pessoas.
Muitas das perguntas que orientaram a minha pesquisa surgiram da prática clínica:
Por que algumas pessoas desenvolvem dependências enquanto outras não?
Quais fatores sociais aumentam o risco de comportamento problemático?
De que forma políticas públicas podem reduzir esses riscos?
Essas perguntas continuam a orientar grande parte do meu trabalho como pesquisador.
A evolução da minha carreira académica e as colaborações científicas
Com o passar dos anos, a minha carreira académica começou a expandir-se para além da prática clínica e da investigação epidemiológica. Trabalhar com dependências exige uma abordagem multidisciplinar, e foi exatamente esse ambiente científico que moldou grande parte da minha trajetória profissional.
Durante muitos anos tive a oportunidade de colaborar com universidades, centros de investigação e instituições ligadas à saúde pública. Essas colaborações permitiram-me participar em projetos de investigação que analisavam padrões de comportamento, políticas públicas e estratégias de prevenção relacionadas com dependências.
Ao longo da minha carreira, trabalhei em diferentes contextos institucionais, cada um deles contribuindo de forma importante para o desenvolvimento do meu trabalho científico.
| Instituição | Localização | Função | Tipo de atividade |
|---|---|---|---|
| Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) | Florianópolis, Brasil | Pesquisador | Pesquisa científica em dependências e saúde mental |
| Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Políticas do Álcool e Outras Drogas (INPAD) | São Paulo, Brasil | Colaborador científico | Projetos sobre políticas públicas e dependência |
| Rede de pesquisa em saúde pública | Brasil | Investigador | Estudos epidemiológicos sobre comportamento de risco |
Trabalhar nessas instituições permitiu-me desenvolver projetos de investigação em colaboração com investigadores de diferentes áreas. A ciência moderna depende fortemente da cooperação entre especialistas, e muitos dos estudos mais relevantes nas áreas da psiquiatria e das dependências são resultados de esforços coletivos.
Ao longo da minha carreira tive também a oportunidade de colaborar com diversos investigadores brasileiros que se dedicam ao estudo das dependências e da saúde pública.
| Pesquisador | Área de especialização | Tipo de colaboração |
|---|---|---|
| Hermano Tavares | Psiquiatria e dependências comportamentais | Discussões académicas e investigação sobre dependências |
| Ronaldo Laranjeira | Dependência de álcool e políticas públicas | Projetos de investigação relacionados com saúde pública |
| Daniel Spritzer | Pesquisa em dependências | Colaborações científicas em estudos epidemiológicos |
Essas parcerias foram extremamente importantes para o desenvolvimento de projetos científicos que analisam diferentes dimensões do comportamento humano. A investigação sobre dependências não se limita apenas ao estudo clínico, mas envolve também sociologia, economia, psicologia e políticas públicas.
Nos últimos anos, a discussão sobre o comportamento de jogo tornou-se cada vez mais relevante em diversos países. Com a expansão das plataformas digitais e o crescimento do acesso a diferentes formas de entretenimento online, investigadores passaram a observar mudanças significativas nos padrões de participação em jogos de azar.
Do ponto de vista científico, estudar esse fenómeno exige compreender como fatores psicológicos, sociais e tecnológicos interagem entre si. Muitas das questões que investiguei ao longo da minha carreira relacionam-se exatamente com essa complexa interação entre comportamento individual e contexto social.
Outra parte importante do meu trabalho envolveu a participação em conferências científicas, seminários académicos e grupos de trabalho internacionais. Esses encontros permitem que investigadores partilhem resultados, debatam ideias e desenvolvam novas linhas de investigação.
A tabela seguinte resume alguns dos tipos de atividades académicas em que participei durante a minha carreira.
| Tipo de atividade | Descrição | Objetivo |
|---|---|---|
| Conferências científicas | Participação em eventos académicos nacionais e internacionais | Apresentar resultados de investigação |
| Projetos de investigação | Colaboração com equipas multidisciplinares | Analisar dependências e comportamento de risco |
| Publicações científicas | Artigos em revistas académicas | Divulgar conhecimento científico |
A investigação científica é um processo contínuo. Cada estudo responde a algumas perguntas, mas ao mesmo tempo abre novas questões que precisam de ser exploradas.
Foi essa curiosidade científica que sempre guiou a minha carreira.
Reflexões sobre a minha carreira e o impacto da investigação científica
Ao olhar para trás e refletir sobre a minha trajetória profissional, percebo que a minha carreira sempre foi guiada por uma pergunta fundamental: como podemos compreender melhor os comportamentos humanos que levam às dependências e, ao mesmo tempo, encontrar formas eficazes de prevenir e tratar esses problemas?
A psiquiatria é uma área que exige não apenas conhecimento científico, mas também sensibilidade para entender as experiências individuais das pessoas. Ao longo dos anos, tive a oportunidade de trabalhar com pacientes, estudantes, investigadores e profissionais de saúde pública que partilhavam o mesmo objetivo: melhorar a compreensão científica das dependências.
Grande parte da investigação na qual participei esteve ligada ao estudo do consumo de álcool e de outras substâncias, mas também ao comportamento de risco em geral. Esses estudos procuram identificar padrões que ajudam a explicar como determinados comportamentos se desenvolvem dentro de contextos sociais específicos.
Uma das formas mais importantes de contribuição científica é a publicação de estudos em revistas académicas. Através dessas publicações, investigadores de diferentes países podem partilhar resultados, comparar dados e desenvolver novas linhas de investigação.
A tabela abaixo apresenta alguns exemplos de publicações científicas relacionadas com pesquisas em dependências e saúde pública, áreas nas quais participei direta ou indiretamente ao longo da minha carreira.
| Ano | Título do estudo | Revista científica | Link |
|---|---|---|---|
| 2007 | First Brazilian Nationwide Survey on Alcohol Consumption | Revista Brasileira de Psiquiatria | PubMed |
| 2010 | Brazilian National Alcohol Survey | Revista Brasileira de Psiquiatria | PubMed |
| 2013 | Alcohol use patterns in Brazil | Addiction Journal | PubMed |
Esses estudos ajudaram a construir uma base científica importante para compreender melhor o comportamento de consumo e as suas implicações para a saúde pública no Brasil. Ao longo das últimas décadas, o país tem desenvolvido cada vez mais pesquisas nessa área, o que permite criar políticas públicas mais informadas e eficazes.
Outra dimensão importante do meu trabalho sempre foi a análise de fatores sociais que influenciam o desenvolvimento das dependências. Questões económicas, culturais e psicológicas desempenham um papel fundamental na forma como os indivíduos interagem com diferentes comportamentos de risco.
A tabela seguinte resume algumas das principais áreas de investigação que marcaram a minha trajetória científica.
| Linha de pesquisa | Descrição | Impacto científico |
|---|---|---|
| Epidemiologia das dependências | Estudo da prevalência e distribuição de dependências na população. | Base para políticas públicas e programas de prevenção. |
| Dependência de álcool | Análise dos padrões de consumo e dos fatores de risco associados. | Desenvolvimento de estratégias de tratamento e prevenção. |
| Comportamentos de risco | Investigação de fatores psicológicos e sociais associados a decisões arriscadas. | Melhor compreensão do comportamento humano em diferentes contextos. |
| Dependências comportamentais | Estudo de comportamentos como o jogo e outras atividades potencialmente compulsivas. | Expansão do campo de investigação em saúde mental. |
Ao longo da minha carreira, sempre procurei contribuir para o desenvolvimento de um diálogo científico aberto entre investigadores, clínicos e responsáveis por políticas públicas. A investigação sobre dependências não pode existir isoladamente dentro da academia; ela precisa estar ligada às necessidades reais da sociedade.
Acredito que um dos maiores desafios para o futuro da psiquiatria e da saúde pública é compreender como novas tecnologias, mudanças culturais e transformações sociais influenciam o comportamento humano. A investigação científica continuará a desempenhar um papel fundamental nesse processo.
Para mim, a ciência nunca foi apenas uma profissão. Sempre foi uma forma de procurar respostas para questões complexas sobre o comportamento humano e sobre a forma como podemos construir sociedades mais saudáveis e conscientes.
Essa busca por conhecimento continua a orientar o meu trabalho como médico, investigador e professor.


